Filatelia: CTT emitem selos de homenagem a Henrique Pousão e Soeiro Pereira Gomes
Lisboa, 26 Jan (Lusa)- O pintor Henrique Pousão e o escritor Soeiro Pereira Gomes terão os nomes impressos em selos com que os CTT vão homenageá-los, este ano, na passagem dos 150 e 100 anos do seu nascimento, respectivamente.
Lisboa, 26 Jan (Lusa)- O pintor Henrique Pousão e o escritor Soeiro Pereira Gomes terão os nomes impressos em selos com que os CTT vão homenageá-los, este ano, na passagem dos 150 e 100 anos do seu nascimento, respectivamente.
Os selos, com emissão marcada para 27 de Janeiro, terão o valor de 32 cêntimos e foram desenhados por Francisco Espinho Galamba com base numa fotografia de Carlos Monteiro, do Museu do Neo-Realismo, e numa ilustração do Museu Nacional de Soares dos Reis.
Cada um dos selos terá uma tiragem de 330 mil exemplares.
Nascido a 1 de Janeiro de 1859, em Vila Viçosa, Henrique César de Araújo Pousão pertence à primeira geração naturalista e é considerado um dos maiores nomes da Pintura portuguesa da segunda metade do Século XIX.
Na sua obra transparece a influência que sobre ele exerceram os impressionistas, sobretudo Pissarro e Manet.
Estudou na Academia Portuense de Belas Artes e, em 1880, partiu com uma bolsa do Estado para Paris. Razões de saúde forçaram-no a deixar a capital francesa e a seguir para Itália, onde produziualguns dos seus mais importantes trabalhos.
Morreu, de tuberculose, em Portugal, com apenas 25 anos.
Um dos vultos centrais do neo-realismo literário português, Joaquim Soeiro Pereira Gomes nasceu em Gestaçô, concelho de Baião, em 14 de Abril de 1909, e a sua vida repartiu-se pela escrita e pela militância política, nas fileiras do Partido Comunista.
A sua obra tem como pilares os romances "Esteiros" (1941) e "Engrenagem" (1951), o primeiro dando testemunho das duríssimas condições de vida de um grupo de crianças forçado a abandonar a escola para trabalhar numa fábrica de tijolos à beira-Tejo e o segundo relatando a luta operária e a exploração numa unidade industrial.
Soeiro Pereira Gomes passou à clandestinidade em 1945 e adoeceu, contraindo uma tuberculose que não pôde tratar e que o levou à morte, a 5 de Dezembro de 1949, aos 40 anos.
Um casal jovem acompanhado do seu filho partem rumo à sua casa de férias. Aí são confrontados com dois jovens que os submetem a um inesperado jogo de torturas físicas e psicológicas.
Comentário
A intenção do realizador poderia ser a de criticar a violência gratuita nos filmes de Hollywood. Poderia ser, mas não foi. Acabou, isso sim, por se tornar num filme em que nada é explicado. Surgem dois jovens vindos do nada, com mentes perversas, com intenções de torturar uma família rica. Torturam, batem, maltratam, matam e estão prontos para mais violência.
Ao tomar a decisão de duplicar o orçamento das missões secretas dos E.U.A. no Afeganistão, o congressista Charlie Wilson vê-se subitamente apoiado por uma socialite texana ultra-conservadora que vê aí a oportunidade de auxiliar o seu país a derrubar o regime soviético. A esta dupla associa-se Gust Avrakotos, um membro da CIA. Os três vão ser responsáveis pela criação de uma estranha força aliada na qual contribuem Israel, Palestina e Arábia Saúdita a qual visava o armamento dos Mujahdines afegãos.
Comentário
Para bom entendedor, meia palavra basta: Quem quiser ficar a saber mais sobre um dos motivos que levaram aos atentados do 11 de Setembro é obrigatório o visionamento deste filme. Ao contrário do que muitos poderão dizer, não é um filme sobre a maneira como os Estados Unidos derrubaram o regime soviético, mas sim os antecedentes do período mais negro da história recente dos E.U.A.
É uma filme com uma argumento político e que não se deixa enredar por histórias paralelas insignificantes. Um bom argumento aliado a bom conjunto de actores que enchem as medidas da tela com a sua representação.
Tudo parece normal e aborrecido na vida de Wesley até ao dia em que se vê envolvido pelos braços de uma sociedade secreta que o recruta para lidar com o afastamento de uma ovelha do seu rebanho. Aí, Wesley vai descobrir as suas potencialidades, perder os seus medos e descobrir e desenvolver as suas capacidades extra-sensoriais. Porém, vai também perceber que nem tudo o que parece é.
Comentário
Um bom filme de acção, com um bom conjunto de actores com um argumento interessante, capaz de fazer de surpreender em alguns momentos o espectador. Copia em certos aspectos algumas aspectos de Matrix, mas não de forma abusiva.
Apesar de terem capturado o Insecto Cérebro a luta entre a Humanidade e os Insectos continua, pois, o conflito não terminou. Uma unidade da Infantaria Móvel, depois de uma batalha encontra um refúgio abandonado onde julgava estar a salvo dos ataques dos Insectos, mas cedo se apercebe que tinham caído numa armadilha e que teriam que lidar com uma nova espécie de Insectos.
Comentário
Este filme consegue demolir em pouco tempo o que o primeiro filme tinha conseguido alcançar junto dos espectadores. A isso se deve, sem dúvida, ao fraco argumento aliado a fracas personagens e a representações péssimas. Os efeitos especiais não chegam para salvar o filme de ser o que é: péssimo.
O Melhor
O genérico final. O Pior
Tudo o que não foi referido na categoria anterior.
Frase concorrente a Pior Frase da História do Cinema:
Cresça rápido rapaz! Precisamos de carne fresca para canhão.
José Sócrates conseguiu pela primeira vez verbalizar aquilo que muitos portugueses sentem em relação ao Partido "Os Verdes". Veja o vídeo. A questão de fundo no então é outra: Porque razão, desde o 25 de Abril de 1974, o Partido Comunista Português nunca tenha concorrido sozinho as nenhumas eleições. Afinal de contas, de que tem medo o PCP?
Por vezes, as forças policiais por praticarem a lei pensam que podem estar à margem e era esta a visão de uma brigada especial da polícia de Los Angels. Quando Tom Ludlow, um polícia honesto e habituado a resolver os problemas mais complicados da sua equipa abre os olhos (após começar a ingestigar a morte de um seu ex-colega) compreende que ao seu lado não estão polícias que se preocupam com o seu trabalho mas sim polícias corruptos que se preocupavam mais enriquecer, ascender socialmente através da chantagem e de esquemas pouco convincentes. É então que Ludlow se vê obrigado a fazer justiça contra os seus colegas de trabalho.
Comentário
Este filme não consegue trazer uma aragem renovada ao género indo sempre esbarrar em clichés já visto e revistos As representações de Keanu Reeves e Forrest Whitaker também não são certamente as melhores mas conseguem pelo menos ser sólidas o suficiente para permitir ao espectador ver o filme.
O Melhor
Nada digno de registo. O Pior
A falta de elementos surpresa. A partir de uma certa altura já todos sabemos o que vai acontecer nesta história de corrupção policial.
A Frase Que Melhor Descreve o Filme
Quando um polícia honesto abre os olhos... sente-se rodeado por polícias corruptos.
Tony Stark, empresário de sucesso no ramo da construção de armas para fins militares e genial inventor, é raptado por um grupo de terroristas que anseia conseguir a sua última arma. Pressionam-no para a desenvolver numa caverna, contudo Stark desenvolve uma armadura robótica com a qual anseia alcançar a liberdade. Regressado do cativeiro, Stark outrora um playboy, descobre que tem que dar um novo rumo à sua vida e com isso decide melhorar a armadura e destruir todas as armas que a sua empresa vendeu a grupos terrorista. Porém o inventor vai-se deparar com a ganância e sede de poder de Obadiah Staine seu colega da direcção da empresa.
Comentário
Mais um filme sobre uma personagem de banda desenhada, mas que ao invés do que tem acontecido, consegue fugir à regra de uma mão cheia de efeitos especiais e um fraco argumento. O argumento deste filme está lá, apesar de não ser muito elaborado e os actores conseguem dar uma dimensão e profundidade ao filme. Por isso no género pode dizer-se que está muito melhorar que os filmes de Hulk, Ghost Rider, Quarteto Fanstástico.
O Melhor:
Não ser um filme de efeitos especiais sem história.
O Pior:
A repetição de dar vida a uma personagem da banda desenhada pode começar a fartar os espectadores. O facto de terem colocado a música mais apropriada para este filme no genérico final.
Melhor frase do filme:
Looking good Hef! (Minúscula aparição de Stan Lee que parece encarnar Hugh Hefner)
Há já muitos anos que me afastei da religião católica sobretudo por descrença nas bases doutrinais, pela descrença absoluta nos padres e pelas já habituais polémicas do Vaticano. Com o passar do tempo, comprovo que não fui eu que me afastei da Igreja Católica, foi a Igreja Católica que se foi afastando num rápido crescendo do resto da humanidade.
Só um grau de alienamento tão grande se consegue compreender as palavras de D. José Policarpo. Veja as notícias aqui e aqui e o estúpido esclarecimento da Conferência Episcopal Portuguesa aqui. Estes últimos se tivessem um dedo de testa e tomates não vinham com estas lerias de "justo conselho de realismo"ou pior ainda "É um conselho de imprescindível realismo que seguramente qualquer um de nós de cultura ocidental e de religião cristã ou então de cultura árabe e de religião muçulmana, daria para bem de ambas as partes e das respectivas famílias" justificando-se para tal dizendo era uma conversa informal, uma tertúlia e que D. José Policarpo "tem sido o maior promotor em Portugal do diálogo inter-cultural e inter-religioso nos seus escritos e nas suas intervenções orais". Se isto é o melhor que Portugal tem no diálogo inter-cultural e inter-religioso eu nem quero imaginar o pior.
Mesmo depois de se tornar rainha de Inglaterra Elizabeth enfrenta inúmeros problemas: o facto de não ter consorte e a forte oposição da Igreja católica que desejava que o país fosse governado por alguém fiel aos príncipios de Roma. Apesar da Rainha Mary Stuart se encontra presa consegue através dos serviçais trocar correspondência com o Rei Filipe II e juntos conseguem forjar uma aliança que tinha como objectivos o assassinato de Elizabeth e a tomada do trono por parte de Mary Stuart. Porém a traição é descoberta, Mary Stuart é condenada à morte o que leva a que Filipe II junte a sua Armada Invencível para conseguir derrobar a monarquia protestante de Elizabeth.
Comentário
Inúmeros elementos deste filme levam o espectador a cair em sucessivos erros. O primeiro dos quais começa logo pelo subtítulo The Golden Age. Este filme não retrata o período áureo do reinado isabelino, mas sim o momento que possibilitou esse período: a derrota da Armada Invencível afastou definitivamente os católicos de tentarem colocar no trono de Inglaterra um soberano respeitador dos poderes de Roma. Outro erro do filme é o dar particular relevo aos ambientes palacianos em detrimento dos factores políticos, militares e sociais deste período conturbado da História de Inglaterra. Por fim, o último erro é o da figura de Francis Drake, o orquestrador e responsável pela derrota da Armada Invencível estar apagado, sendo que a única referência é feita de forma tão subliminar que para algum espectador mais desatento pode passar desapercebida. Resta então muito pouco a este filme: aproveita-se sem sombra de dúvida o guarda-roupa, a fotografia, a caracterização.
O Melhor:
O Guarda-Roupa, a Fotografia e a Caracterização
O Pior:
O desrespeito total e absoluto da figura de Francis Drake. A tentativa de humanização da Rainha e consequente colocação em segundo plano das razões políticas e religiosas que levaram a que certos acontecimentos ocorressem.
O PSD já fez o convite a Fernando Negrão para ser o seu candidato à presidência da Câmara de Setúbal aguardando agora uma resposta.
Uma sondagem encomendada pelo Partido Social Democrata dá a vitória a Fernando Negrão no caso de se candidatar à presidência da Câmara Municipal de Setúbal. Tal sondagem aponta como candidatos adversários Maria das Dores Meira, actual presidente da autarquia, pela CDU, e Teresa Almeida, ex-vereadora do executivo de Mata Cáceres e ex-Governadora Civil de Setúbal, pelo Partido Socialista.
De referir que a direcção nacional do PSD mandou efectuar sondagens nas capitais do distrito do país, onde não é poder, para apurar quais seriam os melhores candidatos e ganhar essas cidades. Ora, em Setúbal, Negrão surge como o grande candidato capaz de derrotar a actual presidente e uma eventual candidatura socialista de Teresa Almeida.
«O Setubalense» apurou junto de fonte do PSD que já foi feito o convite para Negrão ser o candidato à autarquia sadina mas este ainda não respondeu.
Fernando Negrão, de 53 anos, magistrado, ex-director da Polícia Judiciária e ministro da Solidariedade Social, da Família e da Criança no Governo de Santana Lopes, foi candidato do PSD, como independente, à Câmara de Setúbal nas autárquicas de 2005, tendo obtido o melhor resultado de sempre para os sociais democratas, ficando em segundo lugar, depois de Carlos de Sousa, da CDU. Entretanto este renunciou pouco tempo depois, tendo Maria das Dores assumido a presidência do município.
Fernando Negrão foi ainda candidato do PSD à Câmara de Lisboa nas eleições intercalares, de 2007, tendo perdido a favor de António Costa do PS. É actualmente vereador na autarquia lisboeta.
Entristece-me, como Setubalense, saber que os Partidos Políticos tem as gentes de Setúbal em tão pouca consideração. A escolha dos Sociais Democratas para cabeça de lista para a Câmara Municipal só pode não chocar os mais desatentos. Depois de ter sido eleito como vereador nas últimas eleições, Fernando Negrão abandona o cargo para concorrer à Câmara Municipal de Lisboa onde voltou a ser eleito como vereador. Não obstante esta troca muito pouco coerente, vêm agora dizer que o próximo candidato é o mesmo. Espero sinceramente que a população não se deixe ludibriar por estas manobras, caso contrário votar em Fernando Negrão pode não ser um voto num mandato de quatro anos, afinal outro convite pode surgir e mais uma vez a Câmara caí nas mãos de outro vereador.
Setúbal, 09 Jan (Lusa) - O vereador dos Recursos Humanos da Câmara Municipal de Setúbal, Eusébio Candeias, foi agredido a murro por um funcionário da autarquia quinta-feira e teve de receber tratamento hospitalar, confirmou à agência Lusa fonte camarária.
Segundo a mesma fonte, o autarca terá sido agredido nas escadas do edifício da câmara na Praça do Brasil, onde estão instalados os serviços culturais e de Recursos Humanos.
A presidente da câmara, Maria das Dores Meira, abriu um processo disciplinar e já emitiu um despacho para suspender o funcionário, que foi também proibido de entrar nas instalações da autarquia.
As causas do incidente não foram reveladas, mas segundo outras fontes poderão estar relacionadas com o desagrado do presumível agressor - que teria já a correr um outro processo disciplinar - com a sua situação profissional na Câmara de Setúbal.
Além disso, o vereador dos Recursos Humanos terá também apresentado uma queixa-crime contra o agressor nas autoridades policiais.
A Cidade de Setúbal tem sido palco nos últimos tempos de actos de violência que tem tomado proporções alarmantes. Seria útil à população a autarquia reflectir amplamente nas questões de segurança do munícipio. Tarda em chegar uma resposta adequada a estes problemas, e as situações vão-se somando.
Toorop, um mercenário da Europa de Leste, foi contratado por Gorsky, para transportar uma freira de um convento na Mongólia para Nova Iorque. O mercenário dispõe apenas de seis dias para conseguir realizar esta tarefa. Pelo meio, duas forças opositoras tentam capturar a freira e levar ao fracasso de Toorop.
Comentário
As ideias por detrás do filme estão lá. O Caos, As Guerras, A Desumanização, as Seitas emergentes, a Corrupção, o Messias. O problema esteve na transformação dessas ideias numa mais valia e consequentemente num bom filme. A isso muito se deve à inexistência de argumento sólido o que gera no filme o aparecimento de faltas de explicação para o desenrolar dos acontecimentos. Surgem, perdidos no meio de nada, frases-chave, chavões que não conseguem convencer ninguém. O trabalho dos actores, está a par de acordo com o que se podia esperar quando a história em si não é boa. Além disso o registo de Vin Diesel é igual ao dos outros filmes. Não à diferença nenhuma em ser o agente secreto em XXX ou Toorop. É tudo igual!
O Melhor:
As cenas de acção são sempre boas para descomprimir.
O Pior:
A falta de argumento poderia salvar a já conhecida performance de Vin Diesel.
Frase que melhor define o filme:
Um filme com o objectivo de tentar passar a mensagem: "O Homem é Bom a Sociedade é Que o Corrompe.", e que falha rotundamente.
A vaga de crime continua a ameaçar Gotham City, mas o novo procurador-geral Harvey Dent está decidido a dar um duro golpe nos bandidos locais. O Inspector Gordon surge então como o elemento de entendimento entre o Dent e Batman e o trio consegue o seu propósito até ao momento em que surge em cena Joker, um criminoso sem escrúpulos e com objectivos poucos claros que consegue tornar-se o líder dos criminosos e fazer frente ao trio lançando o o pânico e o caos nas ruas de Gotham City.
Comentário
Após o sucesso de Batman Begins a expectativa do público para este filme era alta, e não saiu gorada, pois o realizador Christopher Nolan conseguiu imprimir um registo excelente de onde sobressaí um bom trabalho dos actores Cristian Bale e Heath Ledger e restante elenco. O resultado traduz-se num bom filme e com densidade ao contrário do que acontece noutros filmes deste género.
O Melhor:
A realização, o elenco, a história e os efeitos especiais.
O Pior:
Para quem estava habituado a ter sempre o foco voltado para Batman pode sentir-se um pouco traído pelas luzes estarem mais voltadas para um Joker mais sombrio do que o habitual.
"Deveriam vir cientistas de todo o mundo mundial" vir analisar o estado de alienação dos portugueses. Isto não é normal! Segundo li agora algures no ciberespaço que a entrevista a José Sócrates ficou em 5º lugar no ranking das audiências, depois de DUAS telenovelas.
No Natal deste ano a SIC devia pensar em trocar o Circo Cardinalli apresentado por Herman José de lado e convidar o Socrates para uma entrevista de duas horas e meia. Maior malabarista que ele não há.
Quando comecei a assistir à entrevista ainda estava imbuído do espírito de acreditar que estávamos perante um momento sério de informação. A irreverência dos primeiros instantes da entrevista a José Sócrates dava a crer que os entrevistadores estavam ali numa missão de por a nú o rei e saber toda a verdade sobre o destino do País. Puro engano!. Pois rapidamente a irreverência se esgotou, o que me leva a chegar a estas hipóteses: ou os entrevistadores não sabiam o que estavam a fazer (pouco provável, dado o gabarito que tem) ou aquilo estava tudo combinado (mais provável). Se tal aconteceu de facto, a isso deveu-se sem sombra de dúvida à um dedinho dos Costa Brothers.
A Entrevista não foi no entanto inútil (mesmo tendo em conta o que anteriormente foi mencionado). Serviu o seu propósito, deu tempo de antena ao primeiro-ministro, que conseguiu desta forma explicar directamente aos portugueses o que quis explicar, nomeadamente sobre o Estatuto dos Açores, a Crise, a actuação dos governo no caso do BPN e do BPP, o caso Qimonda, as obras pública, e o sector energético entre outras. Ou seja, José Sócrates, que falou no seu habitat, falou do que quis, conseguiu, habilmente, ser ele o condutor da entrevista, enquanto que os entrevistadores, foram meros espectadores que em vão tentaram lançar as linhas orientadoras. Nada de novo, já o tínhamos visto fazer o mesmo tipo de jogo numa entrevista passada na RTP, ou mesmo no Parlamento. Sejamos honestos, o primeiro-ministro tem um dom da oratória e poucos em Portugal lhe fazem frente. Sugiro, veemente, à SIC que na próxima entrevista que faça ao primeiro-ministro, deixe o jogo dos dois entrevistadores de lado, e passe a ter só um, mas que esse um seja o Mário Crespo. As contas do rosário iriam ser certamente outras.
A oposição fez aquilo que melhor sabe fazer: opôs-se! Critica por criticar. O eterno discurso do bota-abaixo-tá-tudo-mal. A oposição assemelha-se mais um grupo de treinadores de bancada em plena taberna do que um grupo de políticos e pensadores.
Quando chega domingo, faço tenção de todas as coisas mais belas que um homem pode fazer na vida.
Há quem vá para o pé das águas deitar-se na areia e não pensar... E há os que vão para o campo cheios de grandes sentimentos bucólicos porque leram, de véspera, no boletim do jornal: «Bom tempo para amanhã»... Mas uma maioria sai para as ruas pedindo, pois nesse dia aqueles que passeiam com a mulher e os filhos são mais generosos.
Um rapaz que era pintor não disse nada a ninguém e escolheu o domingo para se matar. Ainda hoje a família e os amigos andam pensando porque seria. Só não relacionam que se matou num domingo!
Mariazinha Santos (aquela que um dia se quis entregar, que era o que a família desejava, para que o seu futuro ficasse resolvido), Mariazinha Santos quando chega domingo, vai com uma amiga para o cinema. Deixa que lhe apalpem as coxas e abafa os suspiros mordendo um lencinho que sua mãe lhe bordou, quando ela era ainda muito menina...
Para eu contar isto é que conheço todas as horas que fazem um dia de domingo! À hora negra das noites frias e longas sei duma hora numa escada onde uma velha põe sua neta e vem sorrir aos homens que passam! E a costureirinha mais honesta que eu namorei vendeu a virgindade num domingo — porque é o dia em que estão fechadas as casas de penhores!
Há mais amargura nisto que em toda a História das Guerras.
Partindo deste principio, que os economistas desconhecem ou fingem desconhecer, eu podia destruir esta civilização capitalista, que inventou o domingo. E esta era uma das coisas mais belas que um homem podia fazer na vida!
Então, todas as raparigas amariam no tempo próprio e tudo seria natural sem mendigos nas ruas nem casas de penhores...
Penso isto, e vou a grandes passadas... E um domingo parei numa praça e pus-me a gritar o que sentia. mas todos acharam estranhos os meus modos e estranha a minha voz... Mariazinha Santos foi para o cinema e outras menearam as ancas — ao sol como num ritual consagrado a um deus! — até chegar o homem bem-amado entre todos com uma nota de cem na mão estendida...
Venha a miséria maior que todas secar o último restolho de moral que em mim resta; e eu fique rude como o deserto e agreste como o recorte das altas serras; venha a ânsia do peito para os braços!
E vou a grandes passadas como um louco maior que a sua loucura... O rapaz que era pintor aconchegou-se sobre a linha férrea para que a morte o desfigurasse e o seu corpo anónimo fosse uma bandeira trágica de revolta contra o mundo. Mas como o rosto lhe estava intacto vai a família ao necrotério e ficou aterrada! Conheci-o numa noite de bebedeira e acho tudo aquilo natural.
A costureirinha que eu namorei deixava-se ir para as ruas escuras sem nenhum receio. Uma vez que chovia até entrámos numa escada. Somente sequer um beijo trocámos... E isto porque no momento próprio olhava para mim com um propósito tão sereno que eu, que dela só desejava o corpo bem feito me punha a observar o outro aspecto do seu rosto, que era aquela serenidade de pessoa que tem a vida cheia e inteira. No entanto, ela nunca pôs obstáculo que nesse instante as minhas mãos segurassem as suas. Hoje encontramo-nos aí pelos cafés... (ela está sempre com sujeitos decentes) e quando nos fitamos nos olhos. bem lá no fundo dos olhos, eu que sou homem nascido para fazer as coisas mais heróicas da vida viro a cabeça para o lado e digo: — rapaz, traz-me um café...
O meu amigo, que era pintor, contou-me numa noite de bebedeira: — Olha, quando chega domingo, não há nada melhor que ir para o futebol... E como os olhos se me enevoassem de água, continuou com uma voz que deve ser igual à que se ouve nos sonhos: — .... no entanto, conheço um homem que ia para a beira do rio e passava um dia inteirinho de domingo segurando uma cana donde caia um fio para a água... ... um dia pescou um peixe, e nunca mais lá voltou...
O pior é pensar: que hei-de fazer hoje, que toda a gente anda alegre como se fosse uma festa?... O rapaz que era pintor sabia uma ciência rara, tão rara e certa e maravilhosa que deslumbrado se matou.
Pago o café e saio a grandes passadas. Hoje e depois e todos os dias que vierem, amo a vida mais e mais que aqueles que sabem que vão morrer amanhã!
Mariazinha Santos, que vá para o cinema morder o lencinho que sua mãe lhe bordou... E os senhores serenos, acompanhados da mulher e dos filhos, que parem ao sol e joguem um tostão na mão dos pedintes... E a menina das horas longas e frias continue pela mão de sua avó... E tu, que só andas com cavalheiros decentes, ó costureirinha honesta que eu namorei um dia, fita-me bem no fundo dos olhos, fita-me bem no fundo dos olhos!
Então, virá a miséria maior que todas secar o último restolho de moral que em mim resta; e eu ficarei rude como o deserto e agreste como o recorte das altas serras: e virá a ânsia do peito para os braços!
Domingo que vem, eu vou fazer as coisas mais belas que um homem pode fazer na vida!
É na primeira hora do novo ano que escrevo este post. Para salientar apenas duas coisas: a festa sadina do novo ano, não correu pelo menos pelo que me apercebi de acordo com o esperado. Os quinze minutos de fogo de artifício foram excelentes, mas a população não acorreu ao evento. O que mais ouvi durante as festividades foi o sotaque de português do brasil.
Ano Novo, Vida Nova! O lema não é novo, posso mesmo dizer que é um lugar-comum batido e repisado, mas vale o que vale, e este ano de 2009, espero que seja um ano em que em conjunto com uma série de outras pessoas consiga fazer algo de mais e melhora pela minha Setúbal. A todos os que por aqui andarem. Um Bom Ano!