sexta-feira, 24 de julho de 2009

Soneto: Tudo acaba. Esse Monstro carrancudo

Tudo acaba. Esse Monstro carrancudo,
Próle do Avérno, effeito do Peccado,
Tudo a cinza reduz, brandindo, irado,
Com sanguinosas mãos o ferro agudo.

Oh fatal Desengano, horrendo, e mudo,
Em pavorosos marmores gravado!
Oh letreiros da Morte! Oh ley do Fado!
He verdade, he verdade: acaba tudo.

Eis o nosso miserrimo Destino:
Assim o ordena quem nos Ceos impéra;
Basta, adoremos o Poder Divino.

Reprime os passos, caminhante, espera,
E no Epitafio do infeliz Jozino
Lê o teu nada, o que tu és pondéra.

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